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Nascida em Rio Branco, Acre, Helem
Paschoal Vasquez desde bem pequena deslumbrava-se com as artes. A música
clássica ouvida com freqüência pela família fazia sua sensibilidade aflorar
e a poesia sempre enaltecida por seus pais abria sua percepção para o mundo
da abstração. Os livros fizeram parte da sua infância e o desenho era sua
principal distração.
Saindo da adolescência, foi concluir seus estudos na cidade do Rio de
Janeiro, e ali teve seu primeiro contato com a pintura. Na cidade serrana de
Petrópolis conheceu o conceituado artista plástico Ney de Lima, que a
incentivou em suas primeiras pinceladas.
Nesse período produziu seus primeiros quadros, mas sua entrada no curso de
Direito privou-a de dedicar-se com mais freqüência a sua pintura.
No Rio de Janeiro, onde morou por muitos anos, esteve sempre em contato com
as artes: Exposições variadas, espetáculos de dança, e entre outros o
cinema, que veio a ser também uma grande paixão.
A predominância de sua pintura tende para o impressionismo e o
expressionismo, mas podemos observar também outros estilos presentes em seus
quadros, o que a faz definir-se como “experimentalista”.
Defende com veemência a supressão da essência sobre a técnica e costuma
dizer que a técnica deve ser domada como um cavalo selvagem, para que não se
sobreponha ao espírito.
Produziu até então poucas telas, mas todas com intensidade e força,
afirmando que para se criar uma obra de arte, que se distingue do mero
figurativo, é necessário que haja uma concepção, uma gestação e finalmente
um parto, ou seja, a concretização da inspiração causa dor e contentamento.
Recentemente regressou para Rio Branco com o marido Robespierre, onde vem
exercendo a advocacia e continua na incessante procura por novas linguagens,
para que possa realizar o que mais lhe agrada: A produção do que lhe afeta
como libertador das sensações, do que enternece e transcende o mero suporte
para o belo e o sublime - a busca da subjetividade! |